Vanessa Versiani

08/11/2009

“Estilo próprio”

Muita gente diz ter “estilo próprio”. Mas até que ponto isso é verdade?

Será que dizer isso não é só uma desculpa para ser relaxado, se desligar da moda, do bom senso e usar qualquer coisa sem compromisso com nada, nem consigo mesmo?

Muita gente sequer consegue separar o que é estilo. Acham que simplesmente por ser seu “jeito de vestir”, é seu “estilo”. E não é por aí. Muita gente tem um “jeito de vestir” tão misturado, com tanta falta de personalidade, que não tem estilo algum claro. Suas roupas não dizem nada além de que é uma pessoa confusa, alienada e/ou sem informação de moda que as veste. Ou a pessoa até tem um esboço de estilo, mas cai no mau gosto, na vulgaridade.

Muitas pessoas não têm informação de moda. Ou por alienação voluntária ou por viverem em localidades onde não há muitas opções. Em certos lugares, o que é vendido como moda é o que há de mais brega para quem realmente conhece o assunto.

E não estou falando de marcas. Moda vai muito além de marca. Você pode usar uma peça de moda, que é “tendência” e ter investido pouco para comprá-la. Ou mesmo mandar fazer. Mas para isso, tem de ter informação.

Quem, de fato, tem estilo, acompanha a moda e usa os lançamentos de moda a seu favor, valorizando seu estilo. É bem diferente de ser escravo da moda e sair comprando as coisas só por estarem na moda, sem se preocupar se valoriza seu tipo físico, se combina com seu estilo, etc. E também diferente do ignorar a moda “completamente” e dizer que tem “estilo”.

Um claro exemplo dessa confusão sobre o conceito de estilo foi a recente participação da “cantora” Stephany no programa Esquadrão da Moda.

Ela dizia ter “estilo”. Mas o que ela tinha, de sobra, era falta de informação e uma mentalidade muito fechada. E não me venham falar que foram duas pessoas “do sudeste” querendo “impor” seu jeito a uma pessoa do “nordeste” pq eu vi o programa e não foi nada disso que aconteceu. Eu sei que os apresentadores do programa já erraram algumas vezes em impor seu próprio gosto aos participantes, mas desta vez isso não aconteceu.

O “estilo” da cantora era algo que tentava ser sexy, mas despencava no vulgar. Eles fizeram algo para ela manter-se sexy sem ser vulgar.

Desta vez eu só não entendi o motivo de eles não agirem como com os demais participantes, que eles só criticam. Neste programa a participante “mandava” mais que os consultores, sendo que nem seu cabelo foi cortado. Manteve o cabelo feio e mal cuidado como muita gente que se apega a cabelo sem se preocupar com a saúde dos fios.

A postura mais profissional seria apontar os defeitos, sim, mas também mostrar os pontos fortes, mas sem bajulação. E apontar com argumentos claros os motivos para se cortar o cabelo, por exemplo. Ou para usar determinadas cores, evitar outras, etc.

Para as pessoas que não acompanham a moda pq onde moram não há boas opções de lojas, existe a consultoria à distância, desenvolvida por mim, que tem um nível de qualidade similar ao de uma consultoria presencial, mas proporcionando compras de qualidade, com marcas que são vendidas em poucas localidades do país, ou têm poucas peças das coleções disponíveis em muitos lugares.

Para as que simplesmente acham que “têm estilo”, quando na verdade são um amontoado de roupas confusas, ou alguém de fora dá um toque para a pessoa acordar que está no caminho errado ou eu nada posso fazer. Guarda-roupa eu mudo. Mas a mentalidade das pessoas, somente elas próprias podem mudar. Depois delas perceberem a necessidade de mudança eu posso colaborar para melhorar sua aparência.

 

Vanessa Versiani

Personal Stylist, atuante em todo o Brasil

vanessaversiani@yahoo.com.br

04/11/2009

Patrulhando o bom gosto – Parque Barigüi (parte 2)

Continuando a série de fotos iniciada ontem.

 

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Botas? Não!!!

Olha a falta de coerência. Estava uma noite quente (era começo de noite), no parque, e a moça vai com uma blusinha de malha bem fresquinha e, nos pés, um par de botas super pesado, de camurça (tecido que tem a cara do inverno) e plataformas imensas de madeira. Será que é masoquista ou estava fazendo ginástica (levantamento de peso)? Ou ela está com calor ou com frio. A blusa e a bota têm simbologias e utilidades completamente opostas.

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A 1a coisa que reparei foi no levantamento de peso que ela fazia com os pés, com esse chinelo que mais parece um tijolo nos pés. Observando melhor, notamos que a roupa está muito justa para o corpo dela. Tanto a camiseta quanto a bermuda. Nem a cor preta da camiseta justifica usar uma peça colada no corpo tendo-se gordurinhas saltitantes expostas.

 

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Mais uma levantando peso no parque

Mais uma que resolveu levantar peso no parque. No começo da noite, lá está ela no bar do parque, toda vestida de preto e com esses “tijolos” beges nos pés. Como já falei antes, saltos e parques não combinam. Plataformas pesadíssimas podem ser abolidas dos guarda-roupas de qualquer pessoa que tenha um mínimo de senso estético e de proporções.

Coerência, cadê?A moça de short jeans e camiseta preta está com um par de saltos finos. Se os grossos, como o da amiga dela, não combinam com parques, os finos, menos ainda! O short e a camiseta funcionam para um dia quente no parque, na praia ou no clube. Mas os saltos finos não combinam com nenhum desses ambientes. A amiga dela, de frente única branca, optou por uma bermuda maiorzinha, mais urbana, em outro look que, se estivesse no shopping ou num bar, seria aceitável, mas no parque não funcionou (principalmente por causa dos saltos).

 

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O erro mais comum do feriado

E, para fechar a série de fotos do Barigüi deste feriado, outra moça que botou um par de imensos e grosseiros saltos plataforma para passear no parque. A roupa, como ela tem um tipo físico retangular, poderia ter sido melhor escolhida para valorizar o corpo dela, mas pelo menos estava coerente com o ambiente. Já o sapato nem a valoriza nem está de acordo com o ambiente.

Mulheres de Curitiba, fiquem atentas ao que vestem.

Em breve novas edições do “Patrulhando o bom gosto”, com fotos de pessoas bem vestidas, fotos de cabelos (exemplos bons e ruins), e ambientes diversos para ilustrar como se vestem as pessoas da cidade (e de outras localidades também).

 

 

 

03/11/2009

Patrulhando o bom gosto. Parque Barigüi.

Começando hoje a postar imagens de rua comentadas. Hoje são imagens do que NÃO usar. Alguns erros são sutis, outros gritantes. Em outros momentos posso postar também imagens de gente bem vestida, com um estilo legal e coerente com seu tipo físico e o local onde estão.

Como o título já indica, as fotos de hoje foram tiradas no parque Barigüi, o maior de Curitiba, na tarde e começo de noite de finados (ontem). Outros posts podem ser feitos em qualquer localidade do Brasil onde eu for, a trabalho ou não, e em locais diversos aqui em Curitiba.

Para manter a privacidade das pessoas fotografadas, fiz uma marcação nos rostos das que foram fotografadas de frente ou de lado que pudessem ser reconhecidos através da foto.

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Faltou coerência entre local e tipo de roupa

Final de tarde no parque, num dia de um calor infernal. Salto alto não combina em nada com o ambiente. Prateado então… Não sei onde essa moça estava com a cabeça quando calçou isso para ir ao parque. A calça jeans do homem até passa. Uma calça esportiva em tecido mais leve ficaria melhor no look e no contexto, para ele.

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De salto e cetim no parque

Mais uma vez faltou coerência entre o local visitado e as peças escolhidas para vestir. A senhora de vestido estampado de musgo com roxo (à direita) escolheu uma roupa que, ao menos de costas, está coerente com seu tipo físico, mas nada coerente com o local onde ela estava (o parque). Se fosse no shopping eu aplaudiria. As amigas dela e também a jovem que vem andando no sentido contrário (à direita na foto), de short e camiseta, foram mais felizes nas escolhas.

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Mais um salto. Plataforma gigante, ainda. Seria uma suicida?

Reparem na moça de saia branca da foto acima. Olhem os pés dela. Ela usava um salto plataforma de cortiça imenso. Com uma saia desse tamanho, se ela tropeça, vira filme pro Youtube.  Salto e parques não combinam. E, mesmo em outros ambientes, se a intenção dela era alongar, parecer mais alta, tem opções bem melhores em boas lojas de calçados na cidade.

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Sobrepeso x roupas justas

Meu olhar foi direto na moça de blusinha listrada (rosa e branca) e bermuda jeans. Seu físico oval está bem longe de permitir uma roupa como a que ela está usando. A blusa é justa (mas não colada), marcando tooooodaaaaaaassssss as gordurinhas extras que ela tem e destacando a barriga (na foto não dá para ver, mas eu a vi de frente). As listras horizontais e cores claras da blusa fazem parecer que ela é ainda mais gorda, que tem uma barriga ainda maior. A bermudinha escura ajudaria a disfarçar se ela tivesse uma modelagem reta e numeração correta, e não justa como esta.

Em breve posto mais imagens comentadas por aqui.

Vanessa Versiani

29/10/2009

Cabelos mudam o rosto da pessoa

rihanna e seus cabelosO cabelo pode mudar muito os traços de uma pessoa. Para melhor ou para pior.

Por isso é importante ter um estilo bem definido, saber dizer ao seu cabeleireiro o que deseja e, de preferência, confiar seus cabelos nas mãos de um bom profissional.

Olhem, por exemplo, essas imagens da cantora Rihanna. Vemos diversos cortes e estilos de cabelo que ela usou. Alguns disfarçam seus pontos fracos, outros chegam a realçá-los.

A primeira imagem, por exemplo, do cabelo longo e liso, alongou demais o rosto da cantora, destacando sua testa.

De todos os cortes expostos na imagem, o último, curto com franjão, foi o que mais valorizou os traços da cantora.

Ainda que muitos defendam cegamente os cabelos longos – e eles realmente sejam muito interessantes para algumas pessoas – os curtos, se cortados de modo a valorizar os traços do rosto, são capazes de resultados impressionantes. E a coragem de ousar e mudar aquele corte que você usa há anos pode trazer de presente uma imagem nova muito positiva.

E não é apenas o corte. Mesmo a coloração e a textura dos cabelos influenciam muito na aparência da pessoa. E tudo isso vale tanto para homens como para mulheres.

Os cabelos escuros tendem a envelhecer pessoas com certos tons de pele. Assim como os platinados. Usar uma cor de cabelo inadequada pode te dar um aspecto de muito mais velha, de doente, etc.

Cabelos mal cuidados transmitem uma imagem de desleixo. Assim, se for fazer escova progressiva, relaxamento, alisamento, coloração ou qualquer outra coisa, lembre-se antes de tudo que terá de fazer retoques periódicos. O corte também deve ser retocado com frequência. Isso quem tem cabelo comprido muitas vezes “esquece” e quando vai ao cabeleireiro e ele tira toda a parte quebrada a pessoa dá um xilique.

Cabelo tem de ser saudável e bem cuidado para transmitir uma imagem positiva.

É interessante que testemos diversos comprimentos e cortes de cabelo (até raspá-lo, pq não?) e, assim, vemos o que nos valoriza mais. Sem nos fixarmos demais nesses cabelões que vemos a todo instante na mídia, sem querer imitar a atriz da novela ou a capa da revista.

Cada pessoa tem de descobrir sua individualidade, seu estilo, e o que lhe valoriza.

OK, conhecimento de moda, de visagismo, etc não é todo mundo que tem. Mas para isso tem vários profissionais no mercado que podem lhe auxiliar a encontrar o que é melhor para você. As melhores colorações, químicas, cortes, roupas, sapatos, acessórios. No caso dos cabelos, um bom cabeleireiro é sempre um excelente investimento. E ser bom não é necessariamente ser o mais caro. Tem cabeleireiros caríssimos que nem são tão bons.

É interessante também, a cada mudança de look, você tirar fotos para analisar depois as mudanças. E comparar cada uma com as demais, vendo o que melhorou ou piorou com cada corte, cada mudança de cor, etc. Assim, você vai adquirindo um olhar crítico e é capaz de argumentar melhor com cabeleireiros e outros profissionais sobre o que gosta ou não, sobre o que fica bem em você ou não.

 

26/10/2009

Quem precisa dum personal stylist?

Ter dinheiro não é sinônimo de ser bem vestido.

Usar marcas caras não é sinônimo de elegância.

As pessoas te olharem na rua não quer dizer, necessariamente, que estão gostando do que vêem.

Às vezes você tem roupas ótimas mas não as coordena de forma que te valorize. Ou as roupas são ótimas mas não lhe vestem bem.

Falta de uma identidade no guarda-roupa também pode ser um motivo para buscar auxílio de um profissional. A roupa tem de dizer quem você é e o que pensa. E ser coerente com seu estilo de vida e seu tipo físico.

Situações específicas, como casamentos, formaturas, aniversário de 15 anos, começar a trabalhar numa nova empresa, ser promovido, início ou fim de um novo relacionamento, etc também podem requerer um profissional para auxiliá-lo a ter uma ótima imagem e sentir-se mais bonito(a).

vestido rihanna

Crianças e adolescentes podem precisar de ajuda de um personal stylist? Sim! Especialmente quando o gosto delas e o gosto dos pais ou responsáveis é divergente. Pais que impõem aos filhos uma forma de se vestir, sem respeitar os gostos deles podem prejudicar seu desenvolvimento. Nestes casos o personal stylist atua como mediador, ouvindo a criança ou o jovem, entendendo seu estilo, seus motivos para gostar de certas coisas e dialogando com os pais visando um entendimento entre eles e a satisfação tanto da criança ou jovem como dos pais/responsáveis com o resultado final.

Pessoas cuja imagem é muito importante profissionalmente, como advogados, médicos, palestrantes, executivos, políticos, músicos, etc também podem, com a ajuda de um personal stylist, melhorar bastante sua imagem.

Há muitas pessoas que não têm tempo de fazer compras ou não gostam de ficar horas procurando as melhores peças. Para essas pessoas, o serviço de personal stylist/personal shopper é ideal. Lhes poupa tempo e encontra as peças ideais para seus objetivos.

Em tempos de sites de relacionamentos, até mesmo fotos vulgares em sites como o Orkut podem “denegrir” a imagem de alguém.

Vestir o “básico”, o “óbvio” não torna ninguém, necessariamente bem vestido. Se a roupa não expressa nada sobre você, algo está errado. Se ela pode tanto estar em você, como em qualquer outra pessoa, pode até passar uma imagem de preguiça, de falta de cuidado consigo mesmo, falta de vontade de cuidar da própria imagem.

Mulheres grávidas, cujo corpo vai mudando conforme avança a gravidez e, depois do nascimento do bebê o corpo muda mais ainda, também podem precisar da ajuda de um personal stylist. Pessoas que viveram variação grande de peso e/ou estão fora de forma também podem sentir-se melhor com tal ajuda. Isso porque muitas lojas de roupas para grávidas e também lojas de “tamanhos especiais” não oferecem nada muito bonito para clientes que têm bom gosto e gostam de seguir as tendências de moda. Mas um personal stylist pesquisa e encontra peças ótimas para esses clientes.

Quem tem um guarda-roupa cheio de roupas e muitas delas não são usadas ganharia muito em contratar uma consultoria. Assim como quem quer usar as tendências mas não sabe o que valoriza seu corpo e sua pele ou quem não sabe o que usar com peças estampadas para sair do óbvio. E os vários outros exemplos citados neste texto.

Mistura de estampas bem feita funciona

Mistura de estampas bem feita funciona

Se você se enquadra em algum dos exemplos comentados, se achou que algo aqui foi escrito “para você”, pense bem na sua imagem… e cuide dela. Mostre que você é uma pessoa única e não um clone.

Um personal stylist tem informação de moda e outros conhecimentos que mesmo uma amiga que se veste bem não teria. Mesmo amigos sinceros e bem vestidos não têm o olhar de moda que o personal stylist tem. Amigos podem detectar que alguém não tem estilo ou não se veste bem mas não sabem com exatidão como fazer para mudar, pois seu gosto pessoal interfere no julgamento. Um bom personal stylist não se deixa levar pelo gosto pessoal e é capaz de vestir bem mesmo a pessoas com estilos bem diferentes do seu próprio.

25/10/2009

Tendência – Nude

O nude é uma tendência forte para o verão 2010, mas deve ser usado com cautela.

Em se tratando de cores, tem umas que são favoráveis a uma pessoa e outras não. E as que são favoráveis a uma certa pessoa podem ser desfavoráveis a outras. E essa tendência “nude” me assusta pq o risco de errar usando “nude” só pq “está na moda” é gigantesco.

Uma coisa q fica legal qdo se usa nude, pra não morrer demais dentro da roupa, além de ficar atenta para um tom que valorize sua pele, olhos e cabelo, é usar texturas. Roupas com pregas, rendas, etc que dão uma textura diferente, sem ficar aquela coisa lisa e uniforme totalmente misturada com a pele. Mas isso não vai adiantar nada se a cor não for favorável, não fizer sua pele ficar mais bonita.

Mas, em nome do bom gosto e do bom senso, não use qualquer tom nude apenas para estar na moda. Se tem dúvida, procure um profissional para lhe orientar nas compras. Aliás, isso vale para qualquer tendência. Se tem dúvida, ao invés de usar qualquer coisa só pq é tendência, consulte um profissional. Assim, ao invés de correr o risco de virar piadinha nas ruas, no trabalho, etc, vão falar de você, sim, mas como referência de elegância.

24/10/2009

Facilidades

Estou atendendo com novos números de telefone. O antigo, de Curitiba, ainda vale, mas tenho um novo de Curitiba e agora também um número de São Paulo e outro de Porto Alegre, todos interligados, para facilitar para clientes e parceiros, que podem me ligar em ligação local e me encontrar em qualquer um dos números. Via Siga-Me, os clientes e parceiros me encontram em qualquer um dos números.

E, facilitando para assuntos menos urgentes, acesso frequentemente meu e-mail (vanessaversiani@yahoo.com.br) e o MSN.

18/10/2009

Adequação ao ambiente

Na 6a feira eu estava num shopping em Porto Alegre fazendo pesquisa para uma cliente. Numa loja onde eu estava olhando as peças, entra uma senhora querendo um vestido “para ir a uma festa”, preto. Pouco depois ela disse “é para um casamento”.

Choquei com isso! Como pode alguém achar que é elegante ir a um casamento usando vestido preto? O branco, e outros tons clarinhos que possam ser confundidos com o vestido da noiva ou mesmo iguais a ele são de mau gosto pela semelhança. O preto é de muito mau gosto por parecer que a pessoa não está feliz com aquele momento. Casamento é um momento de alegria. Roupa é uma forma de expressão. E para mostrar alegria, o melhor são cores alegres.

Eu citei o exemplo de Porto Alegre mas isso acontece em qualquer lugar do país.

Instantes atrás vi uma questão duma moça numa comunidade de orkut sobre uma bolsa para ir a uma formatura. E, nas fotos do vestido que ela usaria na tal formatura, um micro vestido. Eventos formais pedem roupas discretas, comprimentos discretos. Nada muito curto. Até porque, dependendo de como se usa o muito curto, cai no vulgar facilmente.

Até onde vai o bom senso das pessoas quanto a saber o que é apropriado ou não para certas situações?

Principalmente em eventos formais e ambiente de trabalho há muitos erros.

A questão do vulgar em todo tipo de ambiente também é um imenso risco.

Você tem bom senso para vestir-se? O que você usa em situações como trabalho, casamentos, formaturas, etc?

Será que os outros concordam com você? Te acham elegante? Ou te olham horrorizados como eu olhei a senhora do vestido preto na loja?

Não adianta dizer que o que os outros pensam não importa. Ir para o extremo oposto de vestir-se apenas para agradar os outros também é um erro. Vestir-se bem, com estilo próprio, não é tão fácil para quem não tem informação de moda e sobre si mesmo. Ou para quem não tem um personal stylist.

O que você veste fala muito sobre você.

01/10/2009

A importância da aparência nos processos seletivos

Arquivado em: Beleza, consultoria, moda, personal stylist — Vanessa Versiani @ 2:52 AM

A revelação consta de uma pesquisa realizada pela Harris Interactive com 500 profissionais da área de RH.

Revelou-se também que, quando o assunto é a primeira impressão, 90% afirmam que dão mais importância à aparência do que à firmeza na hora de cumprimentar com as mãos.

Por que a aparência?

“A sua aparência causa impacto direto na forma como você se sente, na sua confiança e auto-estima”, explica o consultor de negócios, Mark Jeffries.

“Esta é uma verdade tanto para os homens que estão à procura de uma oportunidade de trabalho quanto para aqueles que já estão empregados. Ao mesmo tempo, pequenos detalhes, como fazer a barba e se vestir bem – o que, não necessariamente, significa usar roupas caras – demonstram o profissionalismo e a confiança do profissional”.

Segundo 90% dos profissionais de RH, os candidatos às vagas de emprego que direcionam um tempo maior aos cuidados da aparência denotam confiança, ao passo que candidatos que aparecem com o cabelo despenteado para a entrevista de emprego, por exemplo, demonstram falta de profissionalismo.

Isso sem falar que mais da metade dos entrevistados creem que isso demonstra falta de interesse pelo cargo.

O problema é que, apesar de as pessoas saberem da importância da boa apresentação, um a cada cinco candidatos, em média, pouco se arruma para participar dos processos seletivos.

Fazer a barba foi identificado pelo estudo como algo crítico, já que 83% dos entrevistados disseram que apresentar-se com o rosto limpo é importante para causar uma boa primeira impressão.


Fonte: http://www.carreirafashion.com.br/site/inicial/artigo.asp?codigo=420

Pela minha experiência, sei que o cuidado com a aparência deve continuar após o contrato já ter sido efetivado e mesmo após o período de experiência. Uma aparência coerente, que transmita os valores que interessam à empresa onde você trabalha, pode levar você a conseguir uma promoção mais facilmente do que se fizer “tudo certo” mas vestir-se de forma errada.
Att.

Vanessa Versiani

19/09/2009

Dress code dos políticos

Esta semana saiu no Zero Hora, jornal gaúcho, a notícia de que um vereador da capital gaúcha propôs o uso de traje social aos colegas.

Abaixo transcrevo a notícia:

Vereador da Capital propõe traje social a colegas

Nelcir Tessaro quer evitar que mulheres usem camiseta e jeans em plenário


Incomodado com as roupas de duas colegas no plenário, o vereador Nelcir Tessaro (PTB) apresentou uma proposta para obrigar as vereadoras a usar um traje mais social durante as três sessões semanais da Câmara de Porto Alegre.

Com a proposta, Tessaro quer impedir que vereadoras transitem pelo plenário de camiseta, blusas com dizeres de cunho político, chinelo de dedo, tênis e calça jeans. O vereador especifica no projeto quais roupas podem ser usadas nas sessões: tailleur, terninho, vestidos clássicos mais longos e sapatos de salto médio ou alto. Já os homens, terno, gravata, camisa social e sapato clássico.

Na justificativa, o petebista explica que a sessão plenária “é a mais importante solenidade realizada pelos vereadores”, e eles devem “utilizar vestimentas apropriadas e formais”. Se aprovadas em plenário, as sugestões serão incorporadas ao artigo 216 do regimento interno.

Embora resistente, Tessaro revelou os nomes das vereadoras que, segundo ele, não usam roupas de acordo com o regimento: Fernanda Melchionna (PSOL) e, em alguns casos, Sofia Cavedon (PT). Para a petista, a intenção é “padronizar, o que esvazia o parlamento da polêmica e da diferença”.

Em resposta à iniciativa, as integrantes da 4ª Conferência de Políticas Públicas para as Mulheres de Porto Alegre, que ocorreu durante o final de semana, aprovaram uma moção de repúdio. Para as participantes, trata-se de uma medida discriminatória.

Na Câmara dos Deputados, é obrigatório o uso de traje passeio completo durante as sessões. Já na Assembleia, não há nenhuma norma regimental que trate especificamente das roupas dos deputados estaduais.

“Jamais imaginei essa polêmica”

Nelcir Tessaro, Vereador do PTB

ZH – Por que o senhor decidiu especificar as roupas que podem ser usadas em plenário?

Tessaro – Jamais imaginei essa polêmica. As vereadoras não sabiam o que era traje passeio completo (determinado no regimento da Casa). Os homens usam os trajes obrigatórios e algumas mulheres não, como a vereadora Fernanda Melchionna e, às vezes, Sofia Cavedon. Ambas usam camisetas. Fernanda também usa tênis, o que não é permitido.

“É uma atitude machista”

Fernanda Melchionna, Vereadora do PSOL

ZH –Como a senhora avalia a proposta do vereador Tessaro?

Melchionna – É uma atitude machista por tentar cercear a vestimenta das mulheres e de imaginar que o espaço de representação da política só pode ser feito por aqueles que usam terno e gravata. Tem vereadores pensando em fazer uma emenda desobrigando os homens de usar gravata. No regimento não há cláusula que diga que não é possível usar calça jeans.

Qual é a roupa adequada de uma vereadora?

O que diz Roberta Gerhardt, personal stylist

“A primeira palavra que me vem é discrição. Ela precisa usar tailleur e terninho em tonalidades discretas. A roupa precisa vestir corretamente. O casaco tem de cobrir o bumbum. Nada de transparências, decotes e roupas que marquem o corpo. Nos pés, o ideal é um escarpim, com salto médio. Um outra dica: não exagerar nos acessórios. Calças jeans, tênis e camisetas são inviáveis em qualquer plenário do mundo.”

ZERO HORA”

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Pol%EDtica&newsID=a2655006.xml

Se executivos de grandes empresas devem vestir-se com trajes formais, pessoas com cargos públicos conquistados através de eleição (vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidente) e também secretários de governo e ministros devem usar tais trajes, a meu ver. Afinal, eles são os “executivos” responsáveis por gerenciar uma cidade, um estado ou um país.

Me espanta alguns políticos comparecerem aos seus compromissos de trabalho vestidos como se fossem à praia ou à feira.

Discordo da colega personal stylist entrevistada pelo jornal quando ela diz que o casaco TEM de cobrir o bumbum. Se a pessoa é baixinha, um casaco com tal comprimento vai deixá-la ainda mais baixa. E, se a calça não é justa demais, se está na medida certa, um comprimento mais curto de casaco (sem mostrar a barriga!) não prejudicará o aspecto sério do look, nem prejudicará a aparência de quem usa.

Se, num processo seletivo, candidatos a uma vaga de trabalho devem vestir-se de modo coerente com a vaga à qual são candidatos (e também o fazem após aprovados e trabalhando), o mesmo vale para outros trabalhos, como as funções políticas.

Cada trabalho tem seu dress code, mas ele deve ser seguido por todos, sem excessões.

O estilo de cada um deve ser respeitado, assim como seu tipo físico. Mas o fato do traje ser formal ou informal (seja para o trabalho, para um casamento, festa, aniversário, formatura, jantar, churrasco, etc) não impede ninguém de vestir-se bem.

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