Vanessa Versiani

08/11/2009

“Estilo próprio”

Muita gente diz ter “estilo próprio”. Mas até que ponto isso é verdade?

Será que dizer isso não é só uma desculpa para ser relaxado, se desligar da moda, do bom senso e usar qualquer coisa sem compromisso com nada, nem consigo mesmo?

Muita gente sequer consegue separar o que é estilo. Acham que simplesmente por ser seu “jeito de vestir”, é seu “estilo”. E não é por aí. Muita gente tem um “jeito de vestir” tão misturado, com tanta falta de personalidade, que não tem estilo algum claro. Suas roupas não dizem nada além de que é uma pessoa confusa, alienada e/ou sem informação de moda que as veste. Ou a pessoa até tem um esboço de estilo, mas cai no mau gosto, na vulgaridade.

Muitas pessoas não têm informação de moda. Ou por alienação voluntária ou por viverem em localidades onde não há muitas opções. Em certos lugares, o que é vendido como moda é o que há de mais brega para quem realmente conhece o assunto.

E não estou falando de marcas. Moda vai muito além de marca. Você pode usar uma peça de moda, que é “tendência” e ter investido pouco para comprá-la. Ou mesmo mandar fazer. Mas para isso, tem de ter informação.

Quem, de fato, tem estilo, acompanha a moda e usa os lançamentos de moda a seu favor, valorizando seu estilo. É bem diferente de ser escravo da moda e sair comprando as coisas só por estarem na moda, sem se preocupar se valoriza seu tipo físico, se combina com seu estilo, etc. E também diferente do ignorar a moda “completamente” e dizer que tem “estilo”.

Um claro exemplo dessa confusão sobre o conceito de estilo foi a recente participação da “cantora” Stephany no programa Esquadrão da Moda.

Ela dizia ter “estilo”. Mas o que ela tinha, de sobra, era falta de informação e uma mentalidade muito fechada. E não me venham falar que foram duas pessoas “do sudeste” querendo “impor” seu jeito a uma pessoa do “nordeste” pq eu vi o programa e não foi nada disso que aconteceu. Eu sei que os apresentadores do programa já erraram algumas vezes em impor seu próprio gosto aos participantes, mas desta vez isso não aconteceu.

O “estilo” da cantora era algo que tentava ser sexy, mas despencava no vulgar. Eles fizeram algo para ela manter-se sexy sem ser vulgar.

Desta vez eu só não entendi o motivo de eles não agirem como com os demais participantes, que eles só criticam. Neste programa a participante “mandava” mais que os consultores, sendo que nem seu cabelo foi cortado. Manteve o cabelo feio e mal cuidado como muita gente que se apega a cabelo sem se preocupar com a saúde dos fios.

A postura mais profissional seria apontar os defeitos, sim, mas também mostrar os pontos fortes, mas sem bajulação. E apontar com argumentos claros os motivos para se cortar o cabelo, por exemplo. Ou para usar determinadas cores, evitar outras, etc.

Para as pessoas que não acompanham a moda pq onde moram não há boas opções de lojas, existe a consultoria à distância, desenvolvida por mim, que tem um nível de qualidade similar ao de uma consultoria presencial, mas proporcionando compras de qualidade, com marcas que são vendidas em poucas localidades do país, ou têm poucas peças das coleções disponíveis em muitos lugares.

Para as que simplesmente acham que “têm estilo”, quando na verdade são um amontoado de roupas confusas, ou alguém de fora dá um toque para a pessoa acordar que está no caminho errado ou eu nada posso fazer. Guarda-roupa eu mudo. Mas a mentalidade das pessoas, somente elas próprias podem mudar. Depois delas perceberem a necessidade de mudança eu posso colaborar para melhorar sua aparência.

 

Vanessa Versiani

Personal Stylist, atuante em todo o Brasil

vanessaversiani@yahoo.com.br

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